Para Maria do Socorro, o rádio é mais do que um meio de informação. Desde a infância, ela se encantava com as vozes vindas do aparelho.
Mais tarde, nos momentos mais difíceis de sua vida, como a perda do marido e de um filho, o rádio se tornou um apoio emocional essencial.
No ateliê de costura, onde passa boa parte do dia, a presença do rádio é indispensável. Tanto que sua reputação se espalhou pela vizinhança.
“Eu nunca tive placa na minha frente de casa. Aí ficou assim, olha, vai tal, rua tal, caso tenha um radinho ligado, é a costureira. Aí ficou assim, a costureira do rádio”.
A primeira transmissão radiofônica do Brasil aconteceu em 1922, no Rio de Janeiro, durante as comemorações do centenário da Independência. Inicialmente restrito a poucos privilegiados, o rádio se popularizou com a produção nacional de aparelhos nos anos 1930.
Se antes as interações com as rádios eram feitas por cartas e ligações, hoje o WhatsApp e as redes sociais permitem uma conexão instantânea entre ouvintes e emissoras.
A jornalista e radialista Mariângela Prado da Rádio Centro América FM destaca que essa proximidade tornou o rádio ainda mais dinâmico.
“Os ouvintes enviam mensagens, compartilham notícias em tempo real e até ajudam a informar sobre trânsito e emergências.”
A Centro América FM chegou ao mercado em Cuiabá há 14 anos, com sinal para sete cidades da região metropolitana. A rádio oferece uma programação fácil de ouvir, cativou o público que ama os clássicos, música e informação de qualidade.
Com mais de 80% da população brasileira sintonizada, o rádio segue firme como um dos meios de comunicação mais acessíveis e queridos.