Em encontro promovido pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), nesta terça-feira (11), o superintendente executivo de Habitação da Caixa, João Victor de Oliveira, apresentou um balanço dos investimentos feitos pelo banco público na habitação do Estado. Com R$ 7,02 bilhões executados no crédito imobiliário, a Caixa fechou o ano de 2024 com R$1,9 bilhão a mais do que fora investido em habitação em 2023, alcançando quase 27 mil novos contratos e atendendo 107 mil pessoas.
Dos R$ 7,02 bilhões de financiamentos executados pela Caixa em 2024, R$ 2,05 bilhões foram com recursos do SBPE e R$ 4,91 bilhões de recursos do FGTS.
Os números reforçam a robustez do setor imobiliário no Estado, que mesmo diante do ciclo de alta dos juros iniciado mostrou-se resiliente nos investimentos e com alta demanda para ser atendida; ao mesmo tem em que lançam o desafio para a continuidade dos investimentos diante de um momento em que há escassez dos recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e continuidade do encarecimento do crédito para financiamento.
"Em Pernambuco, a Caixa tem uma participação acima da média de financiamento imobiliário pelo SBPE, onde a média nacional é de 68%, e aqui é de 75% de participação da Caixa nos financiamentos de SBPE. No Minha Casa Minha Vida, a Caixa teve 99,68% de participação", afirmou João Victor.
Por município, Recife liderou o volume total de financiamentos, com R$1 bilhão do total executado de financiamentos, seguido por Petrolina (R$ 190 milhões); Jaboatão dos Guararapes (R$ 150 milhões) e Paulista, com R$ 140 milhões dos financiamentos executados pela Caixa Econômica Federal com recursos da Poupança.
Do total de R$ 4,91 bilhões financiados via FGTS, o município de Paulista liderou o ranking, com R$ 720 milhões. Jaboatão dos Guararapes, com R$ 660 milhões, ficou em segundo lugar. O Recife aparece com R$ 640 milhões do total de recursos, seguido por Caruaru, com R$ 570 milhões.
No volume geral (SBPE + Poupança), o Recife lidera (R$ 1,7 bilhão), seguido por Paulista (R$ 900 milhões) e Jaboatão (R$ 800 milhões).
"Até pouco tempo o Recife não aparecia nessa lista de 'top municípios'. Essa mudança foi muito em função de mudanças nos programas Minha Casa Minha Vida e do Morar Bem PE, sobretudo a partir de 2023, além, é claro, da participação do setor imobiliário", reforçou o superintendente.
Na casa dos dois dígitos, a taxa de juros dos financiamentos imobiliários já é o grande desafio, para além do próprio funding do setor, neste ano de 2025. Apesar do reajuste praticado no início do ano, a Caixa Econômica ainda se coloca como a detentora da menor taxa do mercado, praticando a partir de 10,99% a.a + TR nos financiamentos via SBPE para pessoa física.
O evento na Ademi-PE contou ainda com a participação do superintendente executivo de atacado da Caixa, Bruno Montanha, e do gerente de filial - habitação no Recife, Rodrigo Quental.