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Bolsonaro constante os brasileiros

O presidente preferiu um caminho aparentemente mais fácil. Certamente imaginou um país árabe ao lhe dar uma joia, estava fazendo à sua pessoa física.

Publicada em 10/07/2024 às 08:50h - 48 visualizações

por Fernando Castilho


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Polia Fedral mostra envolvimento do Presidente Jair Bolsonaro numa operação de vendas de joias. - Divulgação  (Foto: )

O envolvimento do Presidente Jair Bolsonaro numa operação de vendas de joias presenteadas ao então chefe do Executivo brasileiro constrange os brasileiros.

Como se sabe, a Polícia Federal concluiu em inquérito concluído na semana passada que foi montada uma associação criminosa no governo Jair Bolsonaro para desviar joias e presentes de alto valor recebidos em razão do cargo do ex-chefe do Executivo.

O constrangimento, certamente, também perturba seus apoiadores mais fervorosos porque a profusão de provas e o próprio reconhecimento de ações relacionados as presentes que deveriam ser depositados como patrimônio nacional põe o ex-presidente num conjunto de cenas de um pacote de crimes que passa a quilômetros dos conceitos de honestidade e retidão que os levou a apoiar e destacar em suas postagens.

Provas e fotos revelam que Bolsonaro teria transformado instalações do presidente da República numa espécie de valhacouto estatal onde um grupo de pessoas discutiu a forma de como repartir o butim de uma série de joias furtadas dos ativos da União. Não era isso que os apoiadores do presidente esperavam.

E salvo aqueles que se recusam a reconhecer os fatos e manter-se numa realidade paralela a divulgação de tais informações incomodam porque transformam quem para ele seria um exemplo de retidão numa espécie de criminoso comum interessado em obter favores pessoais. E o mais preocupante numa operação de captação de recursos fora do país para pagar despesas pessoais de seu grupo mais próximo.

Jair Bolsonaro obteve mais de 50 milhões de votos e não precisava desse tipo de atitude para sobreviver fora do poder. Além disso, o partido que lidera teria recursos para bancar suas despesas e viagens. E se ainda preferisse mais independência financeira poderia optar pelo caminho de constituir uma fundação de direito privada para propagar suas ideias com a possibilidade de receber doações. Certamente tais instituições teriam uma lista importante de doadores.

Mas o presidente preferiu um caminho aparentemente mais fácil. Certamente imaginou que seu um dirigente de um país árabe lhe deu uma joia, estava o fazendo a sua pessoa e, portanto, estava lhe distinguindo da figura institucional. E como não apreciava o presente poderia vendê-lo. Obviamente isso é ilegal diante do que o Brasil já tem como procedimentos em relação a presentes ao chefe do Executivo,

Mas Jair Bolsonaro preferiu ignorar por acreditar que eles eram de fato seus.

A atitude por si só já é uma enorme desconsideração como seus anfitriões. Mas o ex-presidente foi além e ao ser questionado pelo TCU precisou organizar uma operação no exterior para resgatar os presentes vendidos, o que acabou em cenas inusitadas e trapalhadas dignas de um filme de humor de baixa qualidade.

Infelizmente isso se deu envolvendo civis e militares de seu entorno que pareciam não se dar conta da série de crimes que a ordem do presidente lhe transmitiu. É possível compreender que figuras de formação civis duvidosas possam considerar normal essas atitudes. Mas como aceitar isso de militares, alguns deles de alta patente.

O ex-presidente precisou afirmar que as joias tinham saído do Brasil. Alega que estavam na fazenda do ex-piloto de F1, Nelson Piquet . Mas as investigações mostram que algumas delas foram a leilão nos EUA na empresa especializada, a Fortuna Action House e que foi levada pelo ajudante de ordens do presidente, o coronel Mauro Cid.

Difícil imaginar um militar numa loja de joias apresentando um item e tendo que explicar que se tratava de um bem pessoal do presidente do Brasil.

Nesta segunda (8), o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes retirou o sigilo do relatório final da Polícia Federal sobre o caso do desvio das joias sauditas e deu prazo de 15 dias para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifeste sobre a conclusão dos investigadores. Os documentos somam 2.041 páginas ilustradas com fotos, gráficos e mensagens por WhatsApp recuperadas.

A Polícia Federal detalha a trama para venda de joias sauditas.

Mas tudo isso só expõe agora em público como o então presidente da República cuidou pessoalmente de organizar uma operação caça-nível para pagar despesas que imaginava não ter como bancar quando saísse do cargo.

Os brasileiros se acostumaram com as atitudes de Bolsonaro no Governo e como se cercaram de pessoas que a sociedade certamente teria restrições ideológicas. Mas não se imagina que em campo pessoal o presidente cuidasse desse tipo de atitude.

Significa que o presidente, de fato, não percebeu sua importância para a História e o movimento que chegou a liderar. E que em lugar de se preparar para liderar seus apoiadores após perder as eleições cuidou de tarefas que o colocam na sarjeta da história.

Pode-se respeitar Bolsonaro pelo que representa como líder de um corrente política importante que aliás elegeu a maior bancada na Câmara Federal. Pode-se reconhecer como líder um partido importante no debate ideológico de extrema direita. E pode aceitar- se que o seu governo foi liderado por pessoas equivocadas em relação aos objetivos das questões públicas.

Mas é constrangedor constatar que após perder as eleições, Jair Bolsonaro não apenas estimulou os atos de 8 de janeiro, mas dedicou mais atenção a amealhar dólares como através de bens apresentados ao governo do Brasil. Preocupações que passam a quilômetros de suas obrigações como Chefe do Executivo.

E isso envergonha todos os brasileiros. Inclusive os que o apoiam e veem nele um líder.




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