Nesta quinta-feira (28), a Secretaria do Tesouro Nacional divulgou o relatório das contas do governo entre janeiro e agosto de 2023. O resultado dos números apresenta que o déficit primário chegou em R$ 104,59 bilhões. Esse índice faz com que o país detivesse o pior rombo desde 2020, ano com maior déficit em registros históricos.
Com a confirmação de um déficit primário de R$ 104,59 bilhões no período de janeiro a agosto de 2023, o país retorna a ter um dos piores rombos na história, ficando na quarta posição das piores dívidas. O déficit primário ocorre quando os gastos do governo são maiores do que o valor arrecadado em impostos.
Dados do governo indicam que esse é o pior resultado para as contas no mesmo período desde 2020, ano de início da pandemia da Covid-19. Com a correção da inflação, o rombo de 2020 de janeiro até agosto foi de R$ 753,6 bilhões.
Informações apontam que esse é o quarto maior déficit fiscal do país no mesmo intervalo de tempo, esse resultado dos primeiro oito meses do terceiro mandato de Lula (PT) só perde para situação de 2020, que ficou em primeiro lugar com folga, 2017 (déficit de R$ 119,74 bilhões) e 2016 (R$ 108,11 bilhões).
Apesar desse índice, o número não está próximo do limite permitido pelo Congresso Nacional, já que o governo está autorizado a ter um déficit de até R$ 238 bilhões nas contas. A expectativa do setor econômico do Governo Federal é que o rombo fique em R$ 141,4 bilhões ao totalizar todo o ano de 2023.