Com a introdução de mudanças no recém-reformulado currículo do Ensino Médio, impulsionadas pelo Ministério da Educação (MEC), o cenário do novo Ensino Médio progrediu significativamente.
Nesta matéria, você acessa as últimas notícias sobre o pronunciamento do MEC a respeito das mudanças que devem ser implementadas no modelo do Novo Ensino Médio, incluindo a nova carga horária.
Introduzido desde 2017, o novo Ensino Médio começou a ser adotado por todas as escolas, tanto públicas quanto particulares.
Os estudantes podem, nesse modelo, de escolher áreas de estudo para se aprofundarem, o que resulta na reestruturação do currículo e no aumento do número de horas de aula nas instituições de ensino.
O Ministério da Educação está propondo um acréscimo na carga horária destinada à formação fundamental dos estudantes, alcançando um total de 2,4 mil horas.
No que se refere ao currículo, a modificação implica em uma elevação para 80% da carga horária total atribuída a um conjunto de disciplinas compartilhadas; anteriormente, somente 60% das horas eram dedicadas a essas áreas em comum.
Com o objetivo de formular uma proposta consolidada para o novo Ensino Médio, o ministro da Educação, Camilo Santana, tem a intenção de submeter o documento ao Congresso até o mês de setembro.
O Ministério sugere que todos os alunos abordem uma série de áreas de conhecimento compartilhadas, incluindo inglês e espanhol (como alternativa), arte, educação física, literatura, história, sociologia, filosofia, geografia, química, física, biologia e educação digital.
Por enquanto, as matérias obrigatórias englobam somente português, matemática, educação física, arte e filosofia. O MEC propõe, portanto, proibir o uso de ensino a distância para essas matérias fundamentais.
Com base nessas disciplinas comuns, o estudante teria a opção de escolher entre dois caminhos de aprofundamento, em vez dos quatro atuais: linguagens, matemática e ciências da natureza; e linguagens, matemática, e ciências humanas e sociais; além da opção de formação técnica e profissional.
A proposta do MEC passará, até o dia 21 deste mês, por análises do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), bem como outras organizações educacionais, além das comissões de educação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.
Originalmente, a carga horária mínima anual era estabelecida em 800 horas-aula (totalizando 2.400 horas ao longo dos três anos do ensino médio). No entanto, na nova abordagem, essa carga horária foi ampliada para 3.000 horas ao término dos três anos de estudo.
No ano de 2022, houve uma reconfiguração das disciplinas tradicionais, as quais foram organizadas em áreas do conhecimento, incluindo linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Essa abordagem visa a oferecer uma estrutura curricular mais eficaz e promover uma compreensão mais integrada do saber.
A partir do início de 2023, cada aluno tem a oportunidade de personalizar sua própria experiência no ensino médio, escolhendo os domínios nos quais deseja se especializar, também chamados de "percursos formativos".