A governadora Raquel Lyra disse que a contratação de R$ 1,7 bilhão através do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa) da Caixa Econômica Federal era resultado do diálogo e da articulação empenhados desde os primeiros dias de gestão.
"É o tal estado quebrado que Raquel herdou", ironizaram os socialistas. "O presidente Lula autorizou os empréstimos obtidos por Pernambuco ainda na gestão Paulo Câmara. Desde o ano passado que esses recursos estavam prontos para serem captado."
Na foto oficial, Lula tratou de carimbar os recursos, com a colocação dos dois senadores petistas de Pernambuco. Humberto Costa e Teresa Leitão. A assinatura do contrato ocorreu na tarde desta quarta-feira (12), no Palácio do Planalto, em Brasília.
"Em pouco mais de seis meses, as operações de crédito já contratadas com Banco do Brasil (R$ 900 milhões) e Caixa Econômica Federal (R$ 1,7 bilhão) garantem o recorde de R$ 2,6 bilhões em captação de recursos para investimentos no Estado desde 2013. O valor é superior à soma de todas as contratações de operações de crédito do Governo do Estado somadas de 2014 a 2022", afirmou o governo do PSDB.
"Assinamos hoje o contrato de financiamento com a Caixa para garantir o investimento em obras de infraestrutura e saneamento em Pernambuco. Esse empréstimo, da ordem de R$ 1,7 bilhão, mais os R$ 900 milhões que já assinamos com o Banco do Brasil, representam mais de R$ 2 bilhões garantidos. Agradeço ao presidente Lula o apoio no trabalho para alavancar novos investimentos que permitam a Pernambuco se reposicionar no cenário do Nordeste e de todo o Brasil. Por muito tempo nosso Estado investiu pouco, e para enfrentar as desigualdades, seu principal problema, precisamos gerar oportunidades e garantir novos investimentos a partir de obras que estão sendo colocadas de pé", disse a governadora.
Na virada de 2022, depois de uma transição turbulenta para o novo governo, a gestão Paulo Câmara achou por bem realizar uma entrevista coletiva de imprensa, no dia 27 de dezembro, para divulgar o balanço fiscal do ano de 2022. Os dados foram apresentados pelo secretário da Fazenda, Décio Padilha. O secretário, ao apresentar os números, afirmou que o Estado alcançou a Capacidade de Pagamento (Capag) B, com a qual poderiam ser feitas operações de crédito de quase R$ 3 bilhões para investimentos. Bingo!
"Para o ano de 2023, o Estado terá para empréstimos R$ 3,4 bilhões disponíveis", vaticinou o secretário.
“O Estado de Pernambuco tem equilíbrio fiscal com base no Tesouro Nacional. Quem achar que não tem precisa, então, mudar as regras do Tesouro. Entregamos ainda o menor endividamento dos últimos anos”, disse o secretário da Fazenda, Décio Padilha, sem se referir a vice-governadora eleita, Priscila Krause.
A coletiva foi realizada um dia após a vice-governadora eleita e coordenadora da equipe de transição do próximo Governo, Priscila Krause, afirmar ser “dificílima” a situação de Pernambuco e anunciar a urgência de organizar o Estado economicamente.
O montante será destinado para garantir a execução de programas estruturantes nas áreas da saúde, segurança pública, habitação, saneamento, infraestrutura hídrica e estradas.
Através da contratação com o Finisa, serão priorizadas intervenções como a reforma das grandes emergências hospitalares do Estado e a expansão da rede materno-infantil, com a construção de maternidades no interior, no âmbito da Saúde.
Na segurança pública, serão garantidos investimentos na infraestrutura, equipamentos e serviços para a prevenção à violência e repressão qualificada ao crime.
O Programa Morar Bem, lançado pelo Governo do Estado em março, com o objetivo de reduzir o déficit habitacional, também receberá parte dos recursos. O aporte financeiro ainda será destinado à infraestrutura rodoviária, segurança hídrica, ampliação do acesso à água e esgotamento sanitário nas cidades e áreas rurais dos municípios. Também estão incluídos o investimento em programas de prevenção de desastres e adaptações às mudanças climáticas, como reconstrução de encostas e outros investimentos que garantam resiliência urbana, em especial para as comunidades vulneráveis.
O presidente Lula disse que o ato demonstra a disposição de diálogo e cooperação com os governos locais. "Qualquer coisa que as cidades e os estados precisarem, nós estamos a postos, porque nosso papel é esse. Ainda esse mês nós vamos fazer um grande lançamento, que os governadores do Nordeste devem estar presentes, que é um ato do Crediamigo, na cidade de Fortaleza, para que a gente mostre para a sociedade brasileira que vai ter crédito, sim”, afirmou o presidente Lula.